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Comunidades Portuguesas
Existem,
no Uruguai, duas associações que cultivam e promovem a cultura e
tradições portuguesas, sendo naturalmente dois pólos importantes da
nossa comunidade:
Casa de Portugal de Montevideu
Morada: Mariano Moreno 2629
11600 Montevideo - Uruguay
Telefax: + 598 - 2480 44 02
E-mail: casadeportugalmontevideo@gmail.com
Associação "Los Azoreños"
Morada: Dr. José T. Ascheri Nº 805
San Carlos - Maldonado
Uruguay
Se
é português e reside no Uruguai, por favor, não hesite em contactar a
Secção Consular da Embaixada de Portugal em Montevideu.
Recordamos
que a inscrição consular lhe permitirá aceder, por exemplo, aos
serviços de emissão de passaporte e de bilhete de identidade e ao
Consulado Virtual , assim como lhe possibilitará o exercício do direito
de voto nas eleições para a Assembleia da República e para o Presidente
da República.
Sublinhamos,
ainda, que a existência de uma base de dados consular actualizada
permite a esta Embaixada divisar uma melhor estratégia de defesa dos
interesses da comunidade portuguesa presente no Uruguai e constitui um
excelente instrumento de auxílio em caso de necessidade.
Para mais informações, consulte também o Portal da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas: www.secomunidades.pt
Instituto Camões
Projecto:
"A Presença Portuguesa na Região Platina"
"Território
e Povoamento"
Do
Fado ao Tango.
A emigração 'invisível' dos portugueses na região
platina
(Extractos)
Beatriz Padilla -
ISCTE/CIES
Emigração Portuguesa
A
emigração portuguesa, o que hoje já se denomina diáspora
portuguesa, é muito antiga e alcança relevância numérica
desde os descobrimentos. Num primeiro momento foi motivada
pela conquista e em seguida pela colonização dos
territórios. Este era sem dúvida um movimento com vista à
construção de um império, o império colonial português,
e que teve como contrapartida a concorrência com um
projecto semelhante de império por parte de Espanha.
Esta concorrência leva
mesmo à fundação de Colónia do Sacramento em terras
actualmente do Uruguai. Neste sentido, a emigração e
ocupação do território platino pelos portugueses é de
facto muito antiga. O Século XIX, que foi o século da
independência das colónias espanholas, é marcado por uma
guerra entre o Império do Brasil e as Províncias Unidas do
Rio de la Plata (Argentina), desencadeada pela ocupação
luso-brasileira do território uruguaio, nesse momento
designado como Banda Oriental ou Província Cisplatina,
dependendo da posição que se adopte. A guerra acabou com a
formação dum país novo e independente, Uruguai. De
qualquer forma, a presença e influência luso-brasileira
sempre foi forte, sobretudo nas áreas fronteiriças.
Avançando já no século
XIX, os países da América vão entrar em concorrência
pelos imigrantes. Assim, Brasil e Argentina, e também
Canadá e os Estados Unidos, são os países da América que
têm interesses de povoamento e, consequentemente, claras
políticas de imigração, sobretudo para captar os
imigrantes dos países europeus. No caso dos países do cone
sul, Argentina e Brasil vão tentar atrair imigrantes.
A emigração portuguesa
foi historicamente direccionada maioritariamente para o
Brasil, e só a partir de 1950 é que isto muda para
centrar-se em destinos intra-europeus, mas não significa
que a emigração para o Brasil terminasse. Neste sentido o
Brasil tem tido sempre um interesse especial. No caso dos
outros dois países da região platina, Argentina e Uruguai,
pode afirmar-se que a emigração portuguesa acabou ou teve
uma redução significativa a partir dessa data.
A imigração para a Argentina,
Brasil e Uruguai
Vários autores fazem
referência a diferentes tendências migratórias na
região. Em geral, podemos afirmar que primeiramente estes
países promoveram a imigração, recrutando activamente na
Europa os futuros imigrantes. Como consequência desta
acção de recrutamento, estes países constituíram-se como
os países de América Latina que mais imigrantes europeus
receberam, tanto em número como em proporção.
A imigração também tem
sido relacionada com o desenvolvimento económico e
industrial destes países. A mão-de-obra nacional
existente, nos fins do século XIX e princípios do século
XX, não era suficiente para conseguir não só o povoamento
do território, ainda muito incipiente nas pampas do sul, as
terras dos gaúchos, mas também a industrialização. Neste
caso, também os países da região platina apresentam como
característica semelhante a alta incorporação dos
emigrantes europeus nas cidades e nas novas indústrias. Importa, contudo, assinalar que outros
países com abundante mão de obra nacional não precisaram
da imigração para iniciar o desenvolvimento industrial,
como foi o caso do México. Uma outra característica importante da
emigração europeia e especificamente portuguesa para a
região platina é que, diferentemente do que aconteceu
noutros países latino-americanos, onde a chegada de
imigrantes decresceu ou acabou com a crise internacional de
1930, na Argentina, Brasil e Uruguai a emigração não
diminuiu, pelo contrário possibilitou sim a consolidação
da unificação familiar como estratégia de consolidar a
vaga de emigração maioritariamente masculina,
anteriormente verificada.
Foi só nos anos 1950
quando a emigração europeia, onde se enquadra a
emigração portuguesa, como já assinalado, mostra uma
clara tendência decrescente ou mesmo a desaparecer, com a
excepção do Brasil, que como referido anteriormente, ainda
perdurou como país de destino para os portugueses. Um
elemento explicativo desta corrente migratória pode ser a
guerra civil espanhola, o Salazarismo em Portugal e
Mussolini na Itália. Estudos qualitativos recentes sobre as possíveis
correntes portuguesas migratórias, assinala que ainda após
os anos 50, portugueses chegaram à região (nestes casos a
cidade de Escobar, em Buenos Aires assim também como a cidade de Comodoro Rivadavia na Patagónia). Entre os
factores que explicam a tardia chegada de mais imigrantes
portugueses pode destacar-se a existência de mulheres que
vinham ao encontro dos maridos já estabelecidos, bem como a
presença de muitos jovens e famílias que fugiam à
obrigatoriedade do serviço militar que os levava a lutar
nas guerras de independência em África. Algumas histórias
de vidas disponíveis também parecem indicar
que poucos portugueses chegaram à Argentina provenientes de
África após o fim da guerra colonial e a consequente
independência das novas nações africanas. Não deixa de
ser interessante que algumas destas histórias mencionem a
existência duma "carta de chamada", como
documento importante para assegurar a entrada no país,
testemunhando também que a partir dos anos 50, se
desenvolvem restrições à entrada dos imigrantes, ao
contrário do que se verificava anteriormente.
Além das histórias de
vida, dados estatísticos do Brasil indicam também um
incremento da entrada de portugueses no Brasil nos anos
1970, e se bem que alguns acreditem que esta
intensificação foi consequência da "forte
instabilidade político-social que se registou em Portugal
após o 25 de Abril de 1974", não pode ser a única explicação. Sem rejeitar esta
hipótese, proponho uma outra explicação, sugerindo que
muitos dos portugueses fossem provenientes igualmente das
ex-colónias e que por diferentes motivos não queriam
voltar a Portugal, tendo, como consequência, optado pelo
Brasil.
A partir dos anos 50, os
movimentos e fluxos migratórios mudam radicalmente na
América Latina. Os trabalhadores mais qualificados
dirigem-se aos Estados Unidos e aos países industrializados
por um lado, e por outro, a imigração passa a ser
intra-região. Além desta situação partilhada pela
maioria dos países de América Latina incluindo os países
da região platina, estes países de modo particular vão
sofrer um outro movimento migratório de raízes políticas,
quase forçado, que é a saída dos exilados políticos,
maioritariamente muito qualificados, por causa das
ditaduras.
Uma
última tendência, ainda pouco estudada nos estudos das
migrações, diz respeito à emigração de retorno,
sobretudo a dos descendentes. Devido às constantes crises
sobretudo económicas dos últimos anos, muitos dos
descendentes de europeus que possuem passaportes
comunitários começaram um movimento de imigração para a
Europa a tentar melhor sorte e futuro. Segundo o relato do
Cônsul português em Montevideu, a crise tem levado a que
exista um grande "interesse dos filhos e netos de
portugueses pelas suas origens, mas movidos sobretudo por
razões económicas". Na descrição da comunidade lusa
no Uruguai, o Cônsul apontou que a emigração portuguesa
se trata de uma emigração antiga e por isso "são
numerosos os casos de luso-descendentes que já perderam o
direito à nacionalidade". Mesmo assim, os pedidos de
nacionalidade aumentaram consideravelmente, "passaram
de 37 em 2000, para cerca de 110 em 2001, culminando em 230
em 2002, que foi um ano de forte instabilidade financeira em
que o Uruguai esteve à beira do colapso bancário e o
desemprego superou 19%. Em 2003 assistiu-se a uma maior
estabilidade, e assim os pedidos de nacionalidade baixaram
para cerca de 180" (Informação obtida em consulta com
o Cônsul português em Uruguai, Fevereiro 2004). Uma
situação similar vem-se verificando no caso de Argentina,
onde o Consulado Argentino em Lisboa tem recebido um número
crescente de inscrições de Luso-Argentinos. Em referência
ao Brasil, a emigração dos brasileiros tem aumentado sem
dúvida (Padilla 2003), sendo esta mais generalizada e
abrangente que a emigração de retorno.
Em resumo, a própria
situação da Europa (sobre-população, guerras, crise
mundial, reconstrução pós-guerra) em conjunto com a
situação existente nos países da região platina
(interesse em receber imigrantes europeus, necessidade de
mão-de-obra, vontade de povoamento do território e
industrialização) somado às políticas de imigração
estabelecidas pelos governos de Argentina, Uruguai e Brasil
e o recrutamento activo de imigrantes europeus, levou a que
os fluxos migratórios fossem tão significativos.
|
Emigração Portuguesa para o Uruguai |
| ANO |
TOTAL |
HOMENS |
MULHERES |
| Montevideu
1889 |
535 |
452 |
83 |
| Censo
1908 |
636 |
540 |
96 |
| Fonte:
gentileza Raquel Pollero, elaboração própria |
A partir da segunda metade
do Século XX, os portugueses não aparecem discriminados
nos censos (1963, 1975, 1985 e 1996), estando incluídos na
categoria 'outros Europeus'. Por isto não foi possível
produzir uma série estatística mais extensa. De qualquer
forma, os dados existentes permitem vislumbrar como
característica dominante a importante presença masculina e
a reduzidíssima presença feminina, característica
fundamental da emigração portuguesa para a região
platina.
As comunidades lusas na Região
Platina
Devido ao facto de a
emigração portuguesa na região ser bastante antiga, como
já se indicou, hoje não é uma tarefa fácil a sua
caracterização, especialmente no Uruguai e Argentina.
Segundo os dados do censo brasileiro de 1991, a maioria dos
portugueses vive nos tradicionais estados de Rio de Janeiro
e São Paulo, mas a seguir a estes estados, os estados do
sul do Brasil que são parte da região platina, são os
estados que têm mais portugueses, tanto nacionalizados
brasileiros como também não nacionalizados. Os dados
também permitem concluir que a maioria mora nas cidades, é
uma população predominantemente masculina e
maioritariamente tem mantido a nacionalidade portuguesa.
As comunidades lusas do
Uruguai e Argentina são mais difíceis de caracterizar com
a informação disponível a longa distância e nem sempre
discriminada nos censos. Segundo os consulados, a comunidade
luso-argentina é de aproximadamente entre 12.500 a 14.000
portugueses nativos, chegando aos 30.000 cidadãos contando
com os descendentes. A comunidade luso-uruguaia é de
aproximadamente de 1.100 pessoas de primeira, segunda e
terceira geração. Segundo a informação do consulado,
encontram-se muito integrados na sociedade local.
Tese da invisibilidade
Se bem que este trabalho
tem tentado mostrar a importância e significância da
imigração portuguesa na região, a verdade é que os
números não são sempre como muito expressivos. Mesmo no
caso do Brasil, onde a imigração portuguesa foi mais
representativa, comparando com outros grupos de imigrantes
(italianos, alemães, espanhóis, japoneses), pode vir a
perder importância.
No caso da Argentina e
Uruguai a invisibilidade da imigração portuguesa deve-se
sobretudo a um desequilíbrio numérico. Foram tantos os
italianos e espanhóis que chegaram que os portugueses
passaram mais despercebidos. A sua imigração não foi
massiva, mas de qualquer modo eles organizaram clubes e
centros culturais para manter a cultura e a sua presença
sentiu-se de forma mais organizada desde a década de 1910.
O Clube português de Buenos Aires que funciona até hoje,
criado em 1918, é a instituição portuguesa mais antiga do
país. Enquanto no Uruguai, além da importância dos
números relativos às diversas comunidades de imigrantes,
existe um outro factor que tem contribuído para manter a
invisibilidade dos portugueses. Muitos deles moravam na
fronteira entre Brasil e Uruguai, e segundo as actas
matrimoniais das paróquias, muitos portugueses casavam na
região, mas o facto de morarem em regiões fronteiriças
fez com que se tornassem invisíveis e, ao longo do tempo,
perderam o direito à nacionalidade.
Emigração Portuguesa e Redes
Sociais
Uma característica dos
portugueses no estrangeiro tem sido criar instituições
sociais e culturais, e até muitas vezes com fins mais
diversificados e de beneficência.
Claramente, o Brasil tem a maior representatividade de
colectividades portuguesas na região, mas esta influência
vê-se reduzida se olharmos só para a região platina.
Entretanto a lista das associações portuguesas na
Argentina indica que a maioria está concentrada na região
platina, Buenos Aires e litoral. No caso de Uruguai, as duas
associações existentes estão localizadas em Montevideu,
existindo uma comunidade portuguesa dispersa noutras
cidades, mas de forma não organizada.
|
Associações
e Clubes Portugueses na Região Platina |
| PAÍS |
NÍVEL
NACIONAL |
REGIÃO
PLATINA |
| Argentina |
23 |
13 |
| Brasil |
137 |
32 |
| Uruguai |
2 |
2 |
| Total |
162 |
57 |
| Fonte:
Secretaria das Comunidades Portuguesas, elaboração
própria |
A emigração portuguesa
diferencia se de outras comunidades de emigrantes por ter
recebido menos subsídios e apoio dos governos. Mesmo assim,
a comunidade portuguesa espalhou-se pela região platina
optando por uma estratégia de redes, sobretudo a
emigração algarvia. As redes podiam
ser de familiares, conhecidos, vizinhos e profissões ou
ofícios. Elas sustentavam este padrão de migração
baseado na cooperação entre os membros da família e
conhecidos da aldeia, mas também a partilha ofício/negócio
particular. A emigração algarvia além-mar, e
particularmente para a Argentina emergiu como uma escolha
alternativa devido a importantes alterações nos
transportes, vantagens comparativas no mercado além-mar,
aumento do conhecimento entre os potenciais emigrantes, e a
construção de redes primárias de assistência e
cooperação. Nos inícios do Século XX, muitos algarvios
possivelmente exerceram a profissão de motorista dos
trolleys de Buenos Aires, como em vagas anteriores de
emigração, exerceram a profissão de marinheiros,
dedicando-se à navegação de cabotagem fluvial.
Se é certo que as redes
favoreciam a emigração, existiam contudo outros factores
que contribuíam para o aumento ou diminuição dos fluxos
migratórios num contexto internacional de
interdependência. É o caso do papel das políticas locais
que fomentavam ou desencorajavam a emigração. O Brasil no
início do Século XX decidiu proibir a entrada de
pescadores acabando por desalentar a emigração algarvia.
Os Estados Unidos estabeleceram quotas limitando assim a
entrada dos portugueses, e como consequência estes optaram
pela Argentina, que continuava como destino de preferência
por causa dos altos salários, sobre tudo entre 1910 e 1930.
A Argentina só vai incluir restrições à imigração nos
anos 1930, estabelecendo como requisito de imigração a
presença de familiares imigrantes que garantissem o
sustento. Consequentemente, a combinação das
políticas de imigração dos diferentes países
concorrentes (Brasil, Estados Unidos e Argentina, neste
caso) e a existência de redes familiares de apoio vão
possibilitar a emigração durante os anos 1940 e 1950. Uma
grande maioria dos emigrantes portugueses representa
processos de reunificação familiar. A forma de
"provar" que alguém seria economicamente
responsável pelo imigrante conhece-se como 'Carta de
Chamada'. Segundo estudos qualitativos, foi assim que muitas
mulheres fizeram parte duma vaga de emigração mais tardia,
representando as esposas e filhas. O sistema de
reunificação familiar, como já foi referido, reforçou o
sistema de redes de migração e reforçou ainda mais os
casamentos entre portugueses, muitos dos quais voltavam à
terra para contrair matrimónio. Por isso, segundo alguns
estudos qualitativos (Patagónia Mosaic), é possível
verificar uma vaga de emigração portuguesa que recorreu à
utilização de Cartas de Chamada, sobretudo entre os anos
1950 e 1960.
Como mencionado
anteriormente, a Argentina introduziu, mesmo que mais tarde
que os outros países, restrições à imigração. No
entanto, alguns autores mencionam o facto de a imigração
não ter acabado. Quem não tivesse possibilidades de
conseguir uma carta de chamada, optava por outros meios.
Aparentemente alguns portugueses entraram ainda a través do
Uruguai (porto de Montevideu) ou do Brasil, já que as
fronteiras com os países vizinhos eram mais permeáveis que
o Porto de Buenos Aires. Uma vez no país de destino
desejado, as redes funcionavam para dar apoio.
Conclusão
A modo de conclusão,
apresenta-se este quadro que resume as características da
imigração portuguesa a região platina, onde se verifica
que algumas características são comuns e outras não. O
quadro tenta ser um primeiro elemento de análise para o
projecto a iniciar brevemente. Para não ser redundante
relativamente à informação já apresentada, sustemos a
tese da invisibilidade como principal característica da
emigração portuguesa para a região, tese que se verifica
sobretudo em relação às outras comunidades imigrantes na
região platina.
| Características
Principais da Emigração Portuguesa para a Região
Platina |
| PAÍS |
CARACTERÍSTICAS |
| Argentina |
- Acabou nos anos
50, mas também chegam alguns nos anos 1960s e
1970s
- Maioritariamente
Algarvia, também da Guarda, o resto tem origens
muito diversas, Norte; Porto, Bragança, Leiria
- Argentina era
concorrência com o Brasil como destino
(salários altos)
- Portugueses
entre 12,500 e 14,000 (estimados)
- Luso-descendentes
30,000
- Clube
Português, jovens e Associação da Mulher
Emigrante
|
| Brasil |
- Fluxo histórico
constante (colonização, ouro, necessidade mão
de obra no café, expansão território após
independência, aventureiros)
- 1920-1950 Regime
de excepção para portugueses às quotas
imigratórias
- 1976-1980
Instabilidade sócio-política após o 25 de
Abril
- Associativismo
Português (sociedades de beneficência e
acção social, desde sindicatos a hospitais)
- Maioritária do
Noroeste de Portugal, também dos Açores
- Maioritariamente
urbana
- Também
proprietários fazendas importantes (usualmente
não reconhecido)
- Masculina, menos
famílias e mulheres, mais adultos (a
imigração mais masculina de todas)
- Altamente
co-étnica, muitos casamentoS entre co-étnicos
- Emigração em
redes familiares e de amizades, não subsidiada
- Formalmente
nunca acabou, mas diminuiu nos anos 80s
- Comunidade
portuguesa de mais de 300.000 no 1991, Lusa e
Luso-descendentes 700.000
|
| Uruguai |
- Raízes antigas
e geo-estratégicas com Colónia do Sacramento
- Ilustra
rivalidade colonial entre Portugal e Espanha
(até os registos das igrejas eram reclamados
por ambos)
- Emigração
caracterizada pela alta integração
- Acabou nos 70 ou
antes
- Entre 1100 e
1200 portugueses, 10,000 lusodescendentes
- Muitos sem
direito a nacionalidade
- Luso-descendentes
solicitaram nacionalidade devido a crise
económica
- Origem: ainda
sem dados
|
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